Modelo de relatório de despesas de viagem em Excel (grátis)
Veja como montar um modelo de relatório de despesas de viagem em Excel: colunas essenciais, como preencher e por que ele trava na hora de fechar o mês.
Um modelo de relatório de despesas de viagem em Excel é o ponto de partida mais comum para quem precisa organizar gastos de colaboradores em viagens a trabalho. Antes de qualquer sistema, a maioria das empresas começa com uma planilha simples — e ela funciona bem até certo ponto. Neste artigo você vai entender o que é um RDV, quais colunas uma planilha precisa ter, como preencher e fechar o relatório corretamente, e onde essa abordagem manual começa a travar.
O que é um RDV (relatório de despesas de viagem)
RDV é a sigla para relatório de despesas de viagem, o documento que o colaborador preenche depois de uma viagem a trabalho para comprovar tudo o que gastou — hospedagem, alimentação, transporte, combustível — e pedir o reembolso correspondente. É basicamente a versão formal da prestação de contas aplicada especificamente ao contexto de viagens.
O RDV serve para três coisas ao mesmo tempo: dar transparência ao gestor sobre onde o dinheiro da empresa foi usado, permitir que o financeiro classifique cada gasto na categoria contábil correta, e comprovar (com nota fiscal ou recibo) que a despesa é legítima e dentro da política da empresa.
Quando a viagem envolve valores adiantados antes da ida — para cobrir diárias, por exemplo — entra em cena o conceito de adiantamento de viagem: o colaborador recebe um valor previamente e, ao voltar, precisa "prestar contas" mostrando o que gastou de fato, devolvendo a diferença ou solicitando reembolso do excedente.
Quais colunas uma boa planilha de despesas de viagem precisa ter
Uma planilha de prestação de contas de viagem mal estruturada é a principal causa de retrabalho no fechamento do mês. Se faltar uma coluna essencial, o financeiro vai ter que voltar no colaborador pedindo informação — e isso atrasa todo o processo de aprovação e reembolso.
Abaixo estão as colunas mínimas que recomendamos incluir em qualquer modelo de RDV, seja para uma viagem simples de dois dias ou para uma gestão de viagens corporativas mais robusta.
| Coluna | Para que serve |
|---|---|
| Data | Dia em que a despesa ocorreu (não o dia do preenchimento) |
| Categoria | Hospedagem, alimentação, transporte, combustível, estacionamento, outros |
| Descrição | Detalhe curto do gasto (ex: "Táxi aeroporto–hotel") |
| Valor | Valor exato gasto, em reais |
| Forma de pagamento | Cartão corporativo, cartão pessoal, dinheiro, PIX |
| Comprovante | Número ou referência da nota fiscal/recibo anexado |
| Centro de custo | Projeto, cliente ou departamento que absorve o gasto |
| Status | Pendente, em aprovação, aprovado, reembolsado |
Se sua empresa trabalha com múltiplos projetos ou clientes, a coluna de centro de custo é obrigatória — sem ela, fica impossível saber depois quanto cada projeto realmente custou em viagens. E a coluna de status evita a pergunta clássica no fim do mês: "isso já foi pago ou não?"
Colunas extras que ajudam em casos específicos
Dependendo do porte da empresa e da complexidade das viagens, vale adicionar mais algumas colunas:
- Nome do colaborador — essencial se a planilha consolida despesas de mais de uma pessoa
- Cidade/destino da viagem — útil para análises de custo por região
- Moeda — obrigatório em viagens internacionais
- Observações do gestor — campo livre para justificar aprovação ou glosa (recusa) de um item
Como preencher e fechar o relatório corretamente
O processo de preenchimento parece simples, mas é justamente na execução manual que a maioria dos erros aparece. Um fluxo básico de preenchimento segue esta ordem:
- Registrar a despesa no mesmo dia em que ela acontece, com data e valor exatos
- Guardar fisicamente (ou fotografar) o comprovante fiscal na hora
- Classificar na categoria correta assim que possível — deixar para classificar tudo no fim da viagem é receita para erro
- Preencher o centro de custo, principalmente se a viagem atende mais de um projeto
- Ao final da viagem, revisar linha por linha, somar o total e conferir se todos os comprovantes batem com os valores lançados
- Enviar para o gestor aprovar, junto com os anexos de comprovante
O fechamento é o momento mais delicado: é quando o gestor confere se cada despesa está dentro da política da empresa (limite de diária, categoria permitida, comprovante válido) antes de liberar o reembolso. Quanto mais organizada a planilha chegar até aqui, mais rápida é a aprovação.
Os limites da planilha no dia a dia
Uma planilha de Excel resolve bem o problema em teoria. Na prática, ela esbarra em alguns limites que aparecem justamente quando o volume de viagens cresce:
- Erro de digitação — um valor digitado errado (R$ 150 em vez de R$ 15,00) só é percebido na hora da conferência, se for percebido
- Versões perdidas — a planilha é editada em vários dispositivos, por e-mail, e é comum aparecer "RDV_final_v2_revisado.xlsx" sem ninguém saber qual é a versão certa
- Retrabalho no fim do mês — o financeiro precisa consolidar planilhas de vários colaboradores manualmente, cruzar com comprovantes soltos e corrigir inconsistências uma a uma
- Não funciona offline no celular do campo — o colaborador está em viagem, muitas vezes sem sinal de internet, e não consegue abrir ou editar a planilha no momento em que o gasto acontece
É exatamente esse último ponto que costuma pesar mais. Quem viaja a trabalho — vendedor externo, técnico de campo, representante — nem sempre tem internet disponível na hora do almoço ou do abastecimento. O resultado é que a pessoa guarda os recibos de papel numa pasta (ou perde alguns) e só preenche a planilha dias depois, de memória, o que aumenta a chance de erro e atraso.
Quando a planilha não é mais suficiente
É aqui que entra o ReciGo. Em vez de depender de planilha, aplicativo à parte e conferência manual, o colaborador simplesmente fotografa o recibo no momento da despesa — mesmo sem sinal de internet, porque o ReciGo funciona offline e sincroniza tudo assim que o celular volta a ter conexão. A inteligência artificial lê o comprovante, identifica valor, data e categoria automaticamente, e o gestor aprova direto pelo painel web, sem precisar cruzar planilha com pilha de recibos.
Isso elimina, de uma vez, os quatro problemas listados acima: não tem erro de digitação porque a IA lê o valor do comprovante; não tem versão perdida porque tudo fica centralizado num único painel; não tem retrabalho de fim de mês porque cada despesa já chega categorizada e com centro de custo; e funciona no campo, com ou sem internet.
Empresas que fazem essa migração da planilha para um processo automatizado relatam economia de até 20 horas por mês só em tarefas de conferência e conciliação — tempo que volta para o financeiro focar em análise, não em digitação. Se sua empresa já usa uma gestão de despesas estruturada ou está pensando em sair da planilha, vale entender melhor como funciona esse fluxo automatizado antes de continuar dependendo de arquivos manuais.
Conclusão: comece com a planilha, evolua quando doer
Montar um modelo de relatório de despesas de viagem em Excel com as colunas certas — data, categoria, descrição, valor, forma de pagamento, comprovante, centro de custo e status — já resolve boa parte da bagunça inicial. Use a estrutura de tabela deste artigo como ponto de partida para montar a sua própria planilha do zero.
Mas se sua empresa já viaja com frequência, tem mais de um colaborador em campo, ou já perdeu tempo demais corrigindo planilha no fim do mês, vale considerar automatizar esse processo. Conheça os planos e preços do ReciGo e teste grátis por 14 dias — o onboarding leva cerca de 5 minutos e você tem garantia de 30 dias para decidir se faz sentido para o seu time. Alguma dúvida? Fale com a gente pelo contato ou direto pelo WhatsApp (43) 9919-8684.